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13 de agosto de 2017

Um propósito para a moda

Não é de hoje que percebemos o quanto a moda amadureceu e se fortaleceu com o sentimento das pessoas. Digo amadureceu, pois se tornou muito maior do que apenas algo que vá esquentar ou proteger. A forma como nos vestimos se tornou nosso cartão de visitas, deixando de ser apenas para cobrir o corpo, como no período Pré-Histórico, passando a ganhar significados maiores, fazendo-nos pertencer a algo maior.




E dentro dessa loucura que é a moda, nos deparamos com milhões de especialistas no assunto, várias tendências por dia (ou seria a volta de algumas?), produtos de marcas que não são roupas – comida, perfume, decoração-, passamos a receber conteúdo assim a cada minuto. Impossíveis tanta coisa inovadora em tão pouco tempo! É como no livro que Carvalhal escreveu: “parece que no meio disso tudo, algo se perdeu”. Vemos tanta informação e tão pouco valor real nessas criações que algo morreu, a criatividade se esgotou.  E como chamar atenção novamente em meio a este mar? Como despertar algo diferente nas pessoas de novo?

Justamente por essa questão, percebeu-se a necessidade de colocar um propósito a mais nas roupas, um sentimento em cima daquilo que as pessoas compram. O vestuário como linguagem não verbal é um meio poderoso de passar mensagens para o mundo, transmitir ideias, referências, até como nos posicionamos perante algo. Então nessa linha, as marcas estão cada vez mais mergulhando nesse universo de sentimento e querendo transmitir algo para os seus consumidores. Algo que só elas poderiam proporcionar para seus clientes tão fiéis, se conseguissem que isso acontecesse.

“Estudos apontam que os consumidores decidem entre marcas tomando como identidade, expressando-se por meio dela.” (CARVALHAL; ANDRÉ, 2016, p. 65)

Assim, as pessoas associam sentimentos a tal marca e com o que ela está comunicando. A partir nessa conexão se sentem mais a vontade de fazer uma compra ou se tornarem defensoras dessa marca, o que gera um grande avanço nos meios lucrativos e também para transformá-la em algo atemporal, já que agora é lembrada por seu consumidor como algo bom, algo que o faça se sentir bem.

Por tanto, não adianta ter o melhor preço, qualidade e variedade de produto se esses não estão conectados com um significado, não atraem o consumidor de uma maneira sentimental ou “mágica”, se não tem um propósito. Afinal, como cita Carvalhal: “é preciso, acima de tudo, buscar um novo olhar para viver e conquistar com propósito.”

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