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5 de agosto de 2017

3 informações importantes que você precisa saber sobre “gordura no fígado”




Você já deve ter ouvido falar por aí sobre fígado gorduroso, não é? Esta condição, também chamada de esteatose hepática e comumente conhecida como “gordura no fígado”, se caracteriza pelo acúmulo de gordura excessiva no fígado.

A esteatose está geralmente associada à obesidade, resistência a insulina, diabetes tipo 2, consumo de álcool e síndrome metabólica. Infelizmente, o número de indivíduos acometidos por esta condição vem aumentando e é importante lembrar que ela tem grande relação com risco cardiovascular.

Vamos entender um pouco melhor?

Começamos falando da glicose. A glicose é a molécula básica formadora de açúcares e carboidratos. No fígado, a conversão excessiva desta glicose em triglicerídeos, pode ocasionar a esteatose hepática. Mas o que pode causar esta conversão excessiva? Justamente o excesso de glicose. Marússia, somente glicose? Não, a frutose também! A conversão do excesso de frutose em triglicerídeos no fígado também pode levar à esteatose. Como isto ocorre? Quando a conversão de glicose e frutose excede a capacidade do fígado, elas se acumulam nas células dele, os hepatócitos.

Então preciso ter medo de consumir frutas, pois são fonte de frutose? Nana, nina, não! A frutose realmente prejudicial não é proveniente de frutas, mas sim de açúcar. Quando falamos no açúcar de mesa, estamos falando da sacarose. E a sacarose é um açúcar formado pelas duas moléculas que falamos acima: glicose e frutose. Encaixou as peças?

Vamos então às 3 informações importantes que você precisa saber sobre “gordura no fígado”, sabendo dos dados acima:

  1. O excesso de açúcar na alimentação, ou seja, sacarose (molécula formada por glicose + frutose) pode induzir o desenvolvimento de “gordura no fígado”.
  2. A literatura afirma que quanto menor a quantidade de carboidratos na alimentação, menor a chance de esteatose, uma vez que haverá menor quantidade de glicose no fígado. Assim, para reverter um caso de esteatose hepática, uma alimentação com baixo teor de carboidratos, segundo os estudos, pode ser bastante eficaz.
  3. A gordura que se acumula no fígado, quando ocorre a esteatose hepática, não é a gordura que vem dos alimentos que consumimos, como abacate, coco, ovos, carnes e azeite de oliva. Tais alimentos, quando ingeridos, são digeridos, metabolizados e transformados. E mais: uma alimentação rica em gordura monoinsaturada, como ômega 3, pode ser uma estratégia que favorece o tratamento e a prevenção da esteatose hepática.

Assim, resumidamente, observamos que é o excesso de carboidratos, principalmente de sacarose (açúcar), que pode fazer mal ao fígado. Ou seja, é o açúcar presente em alimentos industrializados que devemos evitar. Qual a melhor alternativa alimentar então? Comida de verdade, aquela que é natural e pouco processada. O que mais pode ser feito para auxiliar no tratamento da esteatose? Evitar produtos alimentícios que fornecem frutose e glicose: biscoitos, refrigerantes, pães, farinhas refinadas e os demais produtos muito processados, que encontramos sempre em pacotinhos.

Cuidar da sua alimentação é cuidar da sua saúde!

Um grande abraço.

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